terça-feira, 17 de março de 2009

Sri Kurman




Deidade de Sri Kurmadeva










A cidade de Sri Kurman no estado de Andra Pradesh no sul da Índia, abriga o único templo dedicado a Kurma Avatara em atividade na Índia hoje.
Kurma é o segundo avatara (“aquele que desce” uma encarnação de Dus na Terra) de Sri Vishnu na forma de uma tartaruga que veio para servir como apoio para montanha Mandara usada na batedura do oceano de leite por deuses e demônios.
Diz a história que uma vez Ramanujacarya foi levado de Jagannatha Puri no estado de Orissa para Sri Kurman em Andra por Garuda por ordem de Sri Jagannatha, chegando na cidade ele viu que estavam adorando a sila de Kurma como uma linga de Shiva, após arrumar o engano, fez com que fosse instituída uma grande adoração a Sri Vishnu como Kurmadeva no local.
O templo fica numa cidade pequena e isolada pouquíssima conhecida por ocidentais, tem fundações que datam do ano de 200 D.C. e o templo atual tem cerca de 700 anos. A Deidade de Kurma é auto-manifesta e tem cerca de 70 cm de comprimento e está no chão e são como um casco e a cabeça de uma tartaruga. No Garbha-griha ou sala do altar a deidade de Kurma é ladeada por deidades de Sita, Rama e Lakshmana e do outro lado por Govindaraja (Krishna) Rukmini e Satyabhama.
O templo é uma mistura do estilo dos estados de Orissa e Drávida do sul, está as margens de um lago chamado Swatha Puskarini e é voltado como costume para o leste, mais a deidade de Kurmadeva está voltada para o oeste. A razão disso se deve a um grande devoto vaishnava chamado Bilvamangala Thakura autor do Krishna-karnamrita, orou com tanta sinceridade e devoção encostado na parede oeste, contraria a entrada, que a deidade de Kurma voltou a cabeça para olhar para Seu devoto.
Bilvamangala Thakura foi enterrado num templo dedicado a ele dentro do complexo e a sua deidade tem quatro braços (por ele ser um associado de Vishnu e habitante de Vaikuntha , a morada de Vishnu).
O maior festival do templo acontece por meados de Fevereiro, o local foi visitado por Sri Chaitanya Mahaprabhu em Sua viajem pela Índia.
No templo também existe um altar dedicado a Yogananda Narasimham, e é cuidado por vaishnavas da linha de Madhwacarya.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Yantra

Devi e seu yantra tridimensional sendo instalados em templo nos EUA.
Yantra de Sri Krishna.

Sri Yantra.

Um devata (deidade) pode ser manifesto neste mundo principalmente de três formas (digo principalmente, pois se der na cabeça ela ou ele descer por estes lados, vai descer) mantras, yantras ou uma murthi (escultura ou símbolo).
Os yantras, que podemos traduzir como “instrumento”, seriam como uma manifestação física de um mantra, uma forma anicônica de representar algo, formado a partir de linhas geométricas em torno de um ponto central ou bindu onde o sadhaka (ou o que faz o sadhana ou cultivo diário de praticas espirituais) se concentra para meditação, o próprio ato de fazer um yantra é uma prática de meditação.
O yantra a partir de do bindu (ponto) em seu centro flui em formas geométricas principalmente triângulos apontados para cima (masculino) e para baixo (feminino), quadrados, círculos e formas florais principalmente o lótus (que representa a pureza), além de símbolos auspiciosos como swasticas, e mantras bijas (sementes ou mantras compactos) das deidades representadas.
Além de deidades os yantras podem representar o universo e seus planos, níveis de consciência, e corpos celestes.
Em muitos dos grandes templos da Índia, apesar de a maioria das pessoas olharem para a imagem no altar, o ritual todo de adoração é feito para o Yantra, exemplos são o templo de Shiva Nataraja em Chindambaram e o de Kamakshi (Parvati) em Kanchipuram, onde as duas deidades são adoradas na forma de um yantra feito sobre um rubi incrustado no piso do altar.
Os yantras as vezes também são representados de forma tridimensional seja em escultura ou arquitetura ( o maior exemplo é o templo budista de Borobudur em Java na Indonésia) que forma o monte Meru o pináculo do Universo, o yantra mais famoso é o Sri Yantra que representa Tripurasundari uma forma de Devi, formado por nove triângulos que se subdividem em 43 triângulos menores, cercados de um lótus, que formam nove níveis com muitos significados.
Foto aérea de Borobudur.

terça-feira, 10 de março de 2009

FELIZ GOURA PURNIMA


To na correria aqui, mas da tempo de desejar um feliz Goura Purnima a todos a grande lua cheia dourada, 523 anos do apareciomento da Suprema Personalidade de Deus Sri Krishna Caitanya Mahaprabhu!!!
Hari Hari Bol

segunda-feira, 9 de março de 2009

Devadasis dançarinas sagradas.

Devadasis sul da Índia 1920


Devadasi de Puri , abaixo passando para novas geraçoes.
















As Devadasis são uma tradição muito antiga que praticamente desapareceu da Índia hoje.
Elas eram mulheres que eram oferecidas aos templos e ritualmente casadas com a deidade a qual serviam, antigamente era uma pratica comum aos templos principalmente os mais opulentos, mas com o declínio dos reinos hindus e a degeneração do estilo de vida a prática se poluiu e de mulheres de grande estatus social e conhecimento sagrado começaram a ser tratadas como prostitutas.
As devadasis originalmente eram garotas entregues ao templo quando crianças e eram treinadas em danças clássicas, sânscrito, poesia, pintura e rituais, eram de extrema sofisticação e refinamento e tinham grande status na sociedade, como eram casadas com a deidade e por este motivo era uma mulher “sempre auspiciosa” pois nunca ficaria viúva, seus serviços eram imprescindíveis para os ritos do templo.
Não se sabe ao certo de quando a prática do serviço das devadasis começou, mas em vários Puranas se encontram citações acerca as devadasis , além de também na literatura sânscrita antiga como nos poemas de Kalidasa.
As devadasis da antiguidade e do período medieval eram brahmacharinis (virgens) que dedicavam suas vidas o serviço do templo e de Deus, inclusive algumas princesas ingressavam na vida de devadasis até por volta do século X.
Enquanto mais rico o templo maior era o numero de devadasis que ele sustentava , o templo de Brihadiswara em Tanjore no sul da Índia tinha 500 em sua inauguração em 1010 D.C, o Somanath tinha o mesmo número antes da sua destruição por parte dos muçulmanos só para citar exemplos.
Um local onde as devadasis nunca praticaram a prostituição foi o templo de Sri Jagannatha em Puri, onde são chamadas Maharis, é esperado que mantenham a castidade por todo o período em que sirvam as deidades.
O temo mahari significa “grande mulher que controla seus impulsos”e também vem Mohana (Krishna) Nari (mulher) ou mulher que pertence a Deus.
Sri Caitanya Mahaprabhu chama as devadasis de sevakis ou servas pois serviam a deidade com seu canto, dança e música. Com as invasões muçulmanas o pratica foi declinando e o papel da mulher (por influencia islâmica) foi mudando e elas perderam liberdade e parte de seu prestigio.
Em 1956 haviam apenas 9 devadasis no templo de Puri, em 1980 apenas 4, Haripriya, Kokilprabha, Paroshmoni and Shashimoni , hoje apenas Paroshmoni e Shashimoni estão vivas.
Em Puri nos últimos periodos documentados as devadasis dançam apenas duas vezes ao dia para a deidade, após o desjejum enquanto as deidades são vestidas e adornadas perante o público e quando as deidades vão para a cama, enquanto se canta o Gitagovinda, após isso elas anunciam que o Senhor está dormindo e os guardas fecham o templo.
Durante a dominação inglesa seres sem escrúpulos que falavam em nome do cristianismo (em plena Índia! menos , até hoje para cristãos nos hindus somos demônios sem alma, pagãos e idólatras , com muito orgulho!!!) eram feito debates onde se denegria a tradição a música e as danças clássicas ( que quase acabaram) e as devadasis foram proibidas de exercer suas funções, pois todas foram consideradas prostitutas o que denegria a moral cristã e o bons costumes!!! (matar na fogueira mulheres não denigre!!! ) , então para manter a tradição homens se vestiam de mulher para poder dançar nos templos e em locais escondidos.
Com o Hindu Revival Moviment (Movimento Revivacionista Hindu) com a ajuda na Sociedade Teosófica propagaram o revitalização das devadasis e junto com elas as artes clássicas e junto com uma elite nativa fizeram denuncias públicas contra a moral e o materialismo cristão, e junto com os esforços de muitos indivíduos conseguie-se salvar muitas formas de arte tradicional principalmente o Bharatanatyam, e o colocaram nas mãos de puras, castas e sagradas mulheres como era antigamente.
Madhavi Mudgal(foto acima) espoente do Odissi e de familia tradicional de artistas.

quinta-feira, 5 de março de 2009

कामदेव Kamadeva

Kama atira flecha em Shiva, templo khmer Camboja














Pelo pedido de Doyal lá vai.
Kamadeva कामदेव, não é apenas a divindade que controla o amor e o erotismo como é comumente descrito, ele tem um papel muito mais importante no universo.
Conhecido por vários nomes como Ragavrinda ( ramo da paixão), Ananga (incorpóreo), Kandarpa (o que inflama até os deuses), Manmatha (o que agita os corações), Manasija (O que nasce da mente), Madana (intoxicante), Ratikānta (senhor de Rati), Pushpavān, Pushpadhanva (o que tem flecha de flores) é filho de Sri Lakshmi (interessante notar que Eros é ligado a Vênus na tradição Grega), reencarna como Pradyaumna, filho de Sri Krishna e na sua forma no mundo espititual é o próprio Krishna, na tradição vaishnava (os brahmanas lembram disso três vezes ao dia). Sendo chamado de Vishnu (aquele que innade, penetra em tudo) no Vishnu Purana e no Bhagavata Purana (Srimad Bhagavatam 5.18.15), mas Kama como é mais conhecido geralmente significa desejo ou prazer principalmente ligado a sexualidade, ele é senhor de kama (um dos quatro Purusharthas: dharma , artha , kama e moksa).
Por sua ligação com Krishna é representado muito semelhante a Ele com pele escura (azul) com 16 anos de idade e carrega um arco feito de cana-de–açúcar e com a corda feita de abelhas, suas flechas são compostas de 5 tipos de flores: ashoka, lótus branco e azul, mallika e manga. Monta um papagaio, ave também ligada ao amor na cultura védica, sua principal consorte é Rati personificação do desejo sexual e filha de Daksha e a outra e Priti ou a afeição, outro acompanhante de Kamadeva é Vasantha, deidade da primavera.
Uma das mais antigas esculturas de Kama conhecida é uma que esta hoje no museu de Mathura a cidade natal de Krishna e é muito antiga.
Apesar de ser citado no Rig e Atharva Veda ( onde é citado como o impulso que levou à criação do mundo) a maioria de suas histórias é encontrada nos Puranas.
Segundo o Matsya Purana, Visnu-Krishna e Kamadeva têm uma relação histórica.
Krishna é às vezes adorado como Kamadeva na tradição Gaudiya vaishnava (a que eu sigo), Kamadeva foi diretamente fundido em Vasudeva-Krishna depois que ele (Kamadeva) foi queimado por Shiva. Nesta forma acredita-se que Kamadeva é um devata dos planetas celestíais especialmente capaz de induzir desejos. Este Kamadeva, depois que toma o seu nascimento do ventre de Rukmini - a esposa de Krishna, foi denominado Pradyumna, mas alguns sugerem que ele não seja o Pradyumna da categoria Vishnu ( junto com Sankarshana, Vasudeva e Aniruddha) e assim os Vaishnavas acreditam que ele pertence à categoria de jiva-tattva, ou almas, contudo devido a expor ao poder de Vishnu-tattva ( energia interna de Deus), ele ficou uma parte da energia de Pradyumna a forma de Vishnu. Como é explicado Gosvamis, que Kamadeva foi queimado a cinzas pela raiva de Shiva ( por este ter atirado uma flecha em Shiva para fazer com que o senhor Shiva se apaixonasse por parvati o que não surtiu efeito, irado por ter sido interrompido em Sua meditação Shiva reduziu Kamadeva a cinzas só com seu olhar) e depois fundido no corpo de Vishnu. E após isto para adquirir o seu corpo novamente ele foi colocado no ventre de Rukmini. Então porque ele foi procriado pelo próprio Krishna, as suas qualidades são semelhantes as de Krishna, como a sua cor, aparência e atributos.
Kamadeva também é ligado ao culto de Krishna por outros motivos principalmente em relação entre Krishna e as gopis, mais é um tópico muito extenso para ser colocado aqui, então fica ai uma dica para estudos dos que querem ir mais além leiam o Bhagavata Purana (Srimad Bhagavatam).
Até onde sei ( e não sei tanto assim como alguns imaginam) não existem templos dedicados a Kamadeva, muitos contém imagens suas e um templo dedicado a Devi no norte da Índia na cidade de Albaneri no Rajasthan tem uma deidade de Kamadeva em adoração.
Um mantra para Kamadeva:
namas te hema-garbhaya
namas te makara-dhvaja
ratikanta nams tubhyam
thahi mam sambarantaka
" Saldações ao de compleição dourada, cuja bandeira é um Makara (crocodilo), Ó destridor de Shambara, esposo da deusa do prazer sexual, seja benéfico ao meu favor"

Ta bom Doyal ?
Kama e Rati,coluna templo de Kamakshi Devi em Kanchipuram.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ashwameda Yajna




Alguém pediu para falar sobre o Ashwameda Yajna então lá vai.
Para comerçar, antes de mais nada é preciso dizer que TODA RELIGIÃO ANTIGA tem rituais de sacrifício, ou seja qualquer religião anterior a 600 A.C.
O Ashawmedha ou sacrifício de cavalo e um dos mais poderosos rituais védicos, feito no passado exclusivamente por Reis , tem sua descrição minuciosa no Yajur-Veda e comentários no Shatapatha Brahmana, além de ser citado também no Rig Veda , Puranas e nos Itihasas (Mahabharata e Ramayana).
Em primeiro lugar o Raja deveria conseguir um garanhão branco com idade entre 24 e 100 anos.
O cavalo deve ser então borrifado com água safrada enquanto um sacerdote e o sacrificante ( o Raja) recitam mantras no seu ouvido,então o cavalo e libertado virado para o noroeste para andar para onde ele quiser no período de um ano, quem atrapalhar o percurso do cavalo e ritualmente amaldiçoado e deverá ser feito um sacrifício para purgar o pecado.
Se acaso o cavalo passar para o reino que não seja do Raja oficiante do sacrifício então o rei deve conquistar este reino pois, o cavalo só pode pastar nas suas terras.
Durante este período o cavalo é servido por oficiais da corte ou príncipe que protegem o cavalo de perigo. E no palácio real uma ininterrupta série de cerimônias deve ser feita durante todo o período em que o cavalo estiver fora.
Então ao final de um ano o cavalo e trazido de volta a capital, onde são feitas varias cerimônias elaboradas e depois e colocado com mais três cavalos em uma carruagem dourada e hinos védicos são cantados na mais perfeita métrica, após isso e cavalo e banhado e untado com ghee pelas rainhas, depois decorado com jóias de ouro e alimentado com prasada (alimento santificado) de cerimônias de fogo feitas na noite anterior.
No dia certo de acordo com astrólogos onde ocorrerá o sacrifício o cavalo, uma cabra sem chifres, um antílope selvagem são amarrados em estacas sacrifíciais próximo ao fogo, e mais 17 animais são atados ao cavalo além de outros animais selvagens ou domésticos são atados todos dentro da arena de sacrifício num número que de acordo com as fontes védicas deve ser de 609 animais!!!
O cavalo é então sacrificado com o cantar de mantras do Yajur Veda, três rainhas principais então circundam o cavalo cantando mantras a e rainha principal encena um ato sexual com o cavalo morto deitada ao lado do cavalo enquanto as outra rainhas falam coisas de cunho sexual.
No dia posterior ao sacrifício cedo a rainha e retirada do lado do cavalo de onde passou a noite com mantras para purificação e junto com as outras rainhas com agulhas de ouro e prata indicam linhas no corpo do cavalo que serão cortadas o cavalo será dissecado e sua carne será atirada aos devatas com a palavra Svahae outras assadas e distribuídas entre o Rei agora chamado Maharajadhiraja ou Rei entre os reis, e entre outros kshatrias para ser consumida.
O principal sacerdote recebe entre outras doações a filha do rei em casamento e os outros também são regiamente compensados.
Existem poucos relatos guardados de reis que fizeram esta cerimônia na Kali Yuga , alguns conhecidos foram :

Pusyamitra Sunga em 185 AC
Samundragupta Maurya I da dianastia Maurya que mandou cunhar moedas comemorando o evento(foto acima com o cavalo de um lado e a rainha do outro).
Jay Singh II o último a fazer este sacrifício, fundador da cidade de Jaipur em 1716, este rei salvou a deidades de Krishna de Vrindavana da Invasão Islâmica e ate hoje Sri Sri Radha Govindaji estão em seu palácio.
Nas escrituras vários reis e Devas frizeram este sacrifício entre eles Indra , Brahma (que fez 10 na cidade de Varanasi) e Maharaja Yudhistira dos pandavas e Maharaja Dasharatha pai de Sri Ramavhandra.
De acordo com o Brahma Vaivarta Purana o Ashwameda e um dos sacrifícios proibidos na Kali Yuga.
Além do mais hoje não temos mais Devarajas (Reisdivinos) ou brahmanas que sejam capazes de fazer nem de pagar por uma cerimônia deste tipo.
Em outras culturas de raízes indo-européias como iranianos até celtas também faziam rituais de sacrifício de cavalo muito semelhantes aos védicos.

terça-feira, 3 de março de 2009

Muktinath a morada das Shalagramas.

Uma rara Shalagrama Sila branca
Kaligandaki a morada das Silas

a Vila de Mukthinath


O templo de Vishnu








as 108 nascentes do Kaligandaki






Area para rituais védicos e deidade de Ramanujacarya





Sri Murthi de Vishnu , Lakshmi Devi(esq.) e Bhumi Devi (dir.)






Templo do fogo sagrado



Muktinath é um local ultra sagrado para os hindus especialmente os vaishnavas (devotos de Sri Visnhu) fica à 3.710 metros acima do nível do mar no distrito de Mustang no Nepal.
Conhecido como Muksti Ksetra ou “Local da Liberação”, também é sagrado para os budistas tibetanos que chamam o local de Chuming Gyatsa ou “cem águas”, o local é a nascente do rio Kali Gandaki e o que torna o local e o rio sagrados é que lá se encontram as Shalagramas Silas, que são manifestações de Vishnu em forma de pedras geralmente negras que são consideradas não diferentes de Sri Vishnu e não precisam de rituais de consagração para serem adoradas.Além disso tmbém é um local sagrado para Shakti e para as Dakinis.
O local de foco para adoração é o pequeno mais antigo (por sinal um dos mais antigos) templo de Vishnu chamado Muktinath ou “Senhor que dá a liberação” adorado no templo na forma de uma deidade feita de ouro a “Sri Murthi” e Lakshmi é chamada de Sri Devi Thayar, o templo e considerado um dos 108 Divyadesam (moradas divinas) cantadas pelos Alvars (devotos de Visnhu da Sri Sampradaya) e também é citado no Mahabharata.
Ao redor do templo existe uma plataforma chamada prakaram onde estão as 108 nascentes do KaliGandaki em forma de cabeça de Vacas ou “goumukh”, e próximo ao templo de Vishnu existe outro templo de afiliação budista conhecido pelas chamas que saem do solo em meio a água e a Shalagramas Silas.
Sobre as Shalagramas Silas Krishna fala do Bhavisya Purana “Na forma de peuqenas pedras, Eu vivo sempre nas margens do Rio Gandaki, Os milhões de vermes que vivem neste local adornam estas pedras com o símbolo de Meu Chakra, esculpindo com seus pequenos dentes nas pedras”.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mahasivaratri 23/02/2009


Esta segunda feira o mundo hindu vai parar!!!
È a noite de Shiva ou o Mahasivaratri, a noite mais querida por Shiva e onde se comemora a festa desta tão enorme personalidade!!!!
Sempre no Krishna Paksha (lua nova) no mês de Phalguna do calendário védico.
Nos locais onde o hinduismo é forte é um grande festival onde as pessoas passam a noite entre dança, música, pujas elaborados, abishekas (banhos), e jejum com muita alegria celebrando Shiva o Grande-Deus (Mahadeva)
Muito bhang (cannabis sattiva) será oferecido a Shiva na maioria dos templos principalmente no Nepal.
Durante toda a noite a Linga (símbolo, deidade de Shiva) e banhada com água do Ganga, leite, e outras substancias auspiciosas, e oferecidas folhas de Bilva planta sagrada para Shiva, principalmente no Shivamuhurta (meia noite) a “hora” de Shiva.
Os nomes de Shiva são cantados e também hinos em Seu louvor como o Shiva Tandavam Stotram.
Nas cidades e nos templos dedicados a multidão se aglomera tentando banhar a Linga, pois nesta noite Ele concede todos os desejos,então aproveitem.

Om namah Shivaya










quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Somanath e Prabhas Patan

Somanatha Jyothirlinga


Todos sabem onde Sri Krishna nasceu, mas a maioria não sabe de onde Ele partiu deste planeta, pois bem foi de um lugar sagrado chamado de Somanath na beira do mar ada Arábia ao sul de Dwaraka.
Somanath é um local muito sagrado, ali existe um dos mais antigos templos de Shiva conhecidos que abriga uma das 12 Jyothilingas (Lingas de Luz), este templo é descrito no Rig Veda.
O templo original foi construído por Chandra o deus da Lua , que foi amaldiçoado por Daksha (seu sogro) pela arrogância que sentia devido a sua beleza e demostrava parcialidade para sua esposa Rohini que era filha de Daksha, para se livrar da maldição Chandra ou Soma construiu o templo para Shiva em ouro.
O templo já foi destruído e reconstruído diversas vezes, por Soma em ouro, por Ravana em prata, por Krishna em madeira de sândalo e por Bhimadeva (rei da dinastia Solanki) em pedra, e o presente templo data de 1950.
O templo foi destruído quatro vezes pelos muçulmanos que sempre vieram interessados nas fortunas guardadas no templo e pelo que o templo representa para os hindus, um rei muçulmano se gabou que a fortuna e as deidades de ouro do templo renderam milhões e milhões e nunca se havia visto tanta riqueza em um local só.
Na época áurea do templo ele tinha 500 músicos e 500dançarinas por ai já se estima a riqueza do templo.
Próximo esta um local muito sagrado chamado Prabhas Patan onde Sri Krishna, após o destruição de Sua dinastia e descendentes,deixou este mundo. N
Neste local um templo marca onde Krishna deu as ultimas instruções para Uddhava e onde o caçador Jara acertou o Seu calcanhar com uma flecha, no templo existe uma arvore que se diz que é a mesma sob qual Krishna estava sentado quando foi atingido pela flecha. Depois de ser atingido Sri Krishna caminhou por quatro quilometros até onde hoje é o Gita Mandir (que tem todos os versos do Bhagavad Gita nas suas colunas) na confluência de três rios (Triveni Thirta) onde Sri Krishna finalmente deixou este mundo, no local existe um pequeno monumento e as marcas dos pés de lótus de Sri Krisna, próximo esta o local onde Sri Balarama também deixou este mundo.


deidade de Krishna e Jara







árvore sob a qual Krishna foi atingido por Jara













Local que marca o ponto de onde Krishna deixou este mundo.

PLEASEEEEEEEEEEEEEEEEEE

DEIXEM ALGUM RECADO, COMENTARIO, SINAL DE FUMAÇA, ME XINGUEM MAS FALEM ALGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

PEÇAM ALGUMA COISA

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bhutas e amiguinhos

Bhutakola em Karnathaka




Fantasmas na cultura védica são pessoas que morreram de uma morte não natural de forma violenta quer por suicídio, acidente ou assasinato ou não teve um ritual fúnebre apropriado e ainda continuam com desejos e apegos e não são levadas a Yamapuri ou a cidade de Yamaraja o deus da morte, estes espíritos são classificados em três classes:
Bhutas - que morreram violentamente e não tiveram funeral.
Preeta - que significa literalmente “morto”, são espíritos de pessoas anteriormente aos rituais fúnebres e de pessoas deformadas ou ainda de tiveram partes do corpo destruídas, além de crianças que morrem prematuras e não tiveram os rituais (sanskaras) feitos antes de seu nascimento, os preetas não são necessariamente malignos só pedem ajuda.
Pishacha - são fantasmas demoníacos de pessoas de vida viciosa ou ruins como alcoólatras, criminosos e pessoas que ficam insanas, alguns podem se tornar bons e tentar ajudar os vivos mais geralmente tornam-se maléficos.
Todas as classes acima preferem locais de energia constante para viverem casas antigas, escolas, hospitais, cemitérios, e figueiras são os locai preferidos para viverem.
Acredita-se que uma pessoa seja perseguida ou possuída por um destes espíritos deve procurar ajuda profissional, pois eles podem trazer doenças, alteração de humor, infelicidade, depressão ou até a morte. Os fantasmas podem penetrar por qualquer um dos nove orifícios do corpo.
Nesse caso um exorcista deve fazer rituais para livrara a pessoa do espírito, se for possível deve tentar descobrir quem é e o que deseja, é muito comum serem pessoas da família da vitima que não tiveram funerais dignos, e geralmente por realizar este ritos a pessoa se livra dos fantasmas, também é indicado a pessoa fazer peregrinações em locais sagrados.
È pratica comum entre os hindus o uso de talismãs e o cantar de certos mantras chamados kavachas (escudos) como proteção contra estes seres.
Alguns bhutas são adorados por certas comunidades como os que aparecem nas fotos no sul da Índia principalmente em Karnathaka e Kerala, este culto se chama Bhutakola.
As deidades mais indicadas para tratarem dos Bhutas são Shiva (Bhuteswara Senhor dos Bhutas), Devi e Hanuman.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Agni Deva






















Agni é o Deus do fogo na cultura védica, que como em qualquer outra religião, tem um papel fundamental, pois sem o fogo não existe vida.
Grande parte dos hinos nos Vedas são destinados à Agni, pois Ele rege sobre os sacrifícios e é o intermediário entre os seres humanos e os Devas para quem leva as oferendas depositadas no fogo.
O culto a Agni ainda é fundamental na cultura védica nos agni-hotras (cerimônias onde se acende o fogo sagrado) usados e oferendas a outras divindades e em ritos de passagem, além do fogo ser a principal oferenda no rito de Arati, onde o fogo é oferecido à imagem ou símbolo de uma deidade especifica representando nosso coração e consciência. Apesar de ser imortal vive entre os mortais em cada casa como o fogo e tradicionalmente em todas as casas das três varnas superiores (brahmanas, kshatrias, vaishyas) espera-se que mantenha aceso um fogo sagrado que nunca pode ser apagado (como o fogo sacrificial nas casas romanas e gregas antigas) pratica ainda mantida nas famílias tradicionais.
Agni também controla o quadrante Sudoeste do espaço.
Sua forma de deidades é rara em templos mas, quando aparece ele tem de dois a sete braços , algumas vezes com uma ou duas cabeças e três pernas como na descrição encontrada no Bhagavata Purana citada abaixo:

namo dvi-śīrsne tri-pade
catuh-śrńgāya tantave
sapta-hastāya yajñāya
trayī-vidyātmane namah

“Eu ofereço minhas humildes reverencias a Vós, a suprema Personalidade de Deus, que tem duas cabeças [prāyanīya e udāyanīya], três pernas [savana-traya], quatro chfres [os quatro Vedas] sete mãos [os sete chandas, como o Gāyatrī]. Eu ofereço minhas reverencias a Ti, Cujo coração e alma são os três rituais Vedicos [karma-kānda, jñāna-kānda e upāsanā-kānda] e que espandes estes rituais na forma do sacrifício. SB 8.16.31”
Fogo eterno em residência brahmana